Resenha | O Reino de Zália - Luly Trigo

O Reino de Zália || Fantasia , Distopia , Jovem Adulto , Literatura Nacional || Luly Trigo || 436 || 2018 || Seguinte


Sinopse: 
No primeiro livro de fantasia de Luly Trigo, uma princesa se vê obrigada a assumir o governo do país em meio a revoltas populares, intrigas políticas, conflitos familiares e romances arrebatadores.
Por ser a segunda filha, a princesa Zália sempre esteve afastada dos conflitos da monarquia de Galdino, um arquipélago tropical. Desde pequena ela estuda em um colégio interno, onde conheceu seus três melhores amigos, e sonha em seguir sua paixão pela fotografia.
Tudo muda quando Victor, o príncipe herdeiro, sofre um atentado. Zália retorna ao palácio e, antes que possa superar a perda do irmão, precisa assumir o posto de regente e dar continuidade ao governo do pai. Porém, quanto mais se aproxima do povo, mais ela começa a questionar as decisões do rei e a dar ouvidos à Resistência, um grupo que lidera revoltas por todo o país. Para complicar a situação, Zália está com o coração dividido: ela ainda nutre sentimentos por um amor do passado, mas começa a se abrir para um novo romance.
Agora, comprometida com um cargo que nunca desejou, Zália terá de descobrir em quem pode confiar - e que tipo de rainha quer se tornar.



Quando solicitei o Reino de Zália, imaginei ser apenas mais uma fantasia para aumentar minha coleção, todo mundo sabe que sou louca pelo gênero e que nunca perco a oportunidade de ler mais um... mas fui surpreendida imensamente quando percebi que Zália era uma distopia fantástica que discute e aborda política de uma forma simples e jovial.

Nossa protagonista é uma jovem princesa que vê seu mundo e seus sonhos se perderem quando seu irmão mais velho e regente do Reino é assassinado. Acostumada a ser apenas uma princesa, e por ser a segunda na linha de sucessão, Zália nunca imaginou que chegaria ao trono, e assim teve uma vida quase comum, alimentada pelo sonho de um dia ser fotógrafa. Quando seu irmão falece ela precisa assumir a regência já que seu pai se encontra debilitado, é quando ela vê tudo descer pelo ralo e se encontra perdida num mundo desconhecido.

Me sinto egoísta por me preocupar com meu futuro quando deveria estar lamentando a morte do meu irmão. Mas os dois fatos estão tão entrelaçados que é impossível fugir. A morte de Victor é minha sentença.

O Reino de Galdino, a ilha onde nossa protagonista mora, está sofrendo atentados de uma resistência, inicialmente, Zália julga essas pessoas como ruins e baderneiras, quando enfim ela assume a regência descobre que eles estão lutando pelos direitos do povo, por um país melhor e com condições melhores para o povo. Isso te lembra algo?
Mesmo contra sua vontade, a jovem assume seu dever e decide lutar pelo seu povo, sendo uma regente melhor e mais justa, mas no seu Reino assim como no mundo existe corrupção, e lutar contra o mal não será fácil, e mais que isso, será perigoso!

Quando iniciei a leitura não havia me atentado que a autora é brasileira, e apesar das semelhanças e dos debates implantados na leitura, só fui ter certeza quando finalizei a história e vi a biografia da mesma.

Através de uma escrita jovial, com termos de fácil compreensão, Lucy criou um mundo bem parecido com a atual situação do nosso país, e colocou em debate coisas importantes como política e corrupção, a obra é um instrumento de aprendizado rico para jovens leitores que precisam aprender mais sobre nossa situação econômica para se tornarem cidadães inteligentes e bem informados.

Os personagens são cativantes e envolventes, e entre todos destaco o Gil, um dos amigos de Zália que se torna seu assessor politico de mídias, um jovem que acaba de descobrir sua homossexualidade e que se vê enfrentando o preconceito da própria família que o expulsa de casa. Tendo como apoio apenas os amigos, ainda sim, Gil mantém sua alegria e sua vontade de viver protagonizando os momentos mais divertidos da obra.

O Reino de Zália é uma leitura enriquecedora, com debates inteligentes, narrativa leve e jovial e personagens que cativam desde o início, a história com certeza deve ser lida pelos jovens e adultos. A autora está de parabéns por criar uma obra tão inteligente é tão importante nos dias de hoje.

É importante ensinar aos jovens o que é certo e errado e o quanto devemos lutar pelo nosso país e pelos nossos direitos. Uma obra que super indico e que me surpreendeu de inúmeras formas positivas.





Resenha postada Originalmente no Quem Lê Sabe Porquê

 

6 comentários:

  1. Parece que a opinião é unânime, todo mundo fica bastante surpreendido com essa leitura, né? Me surpreende bastante que a autora envolva debates tão importantes principalmente voltados para o cenário político, vale a pena, sem contar que se tratando de fantasia, me parece muito bem composta. Adoro essa capa e pretendo ler em breve!

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    1. Oi Day,
      Acho que sim viu, e confesso que no começo achei um pouco infantil demais, mas conforme o enredo foi caminhando fui percebendo que mesmo com uma linguagem mais infanto, o assunto debatido era de extrema importância.
      Espero que goste da leitura!!!

      Beijokas

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  2. Li a sinopse desse livro e fiquei super curiosa por ele.
    A sua resenha é a primeira que estou lendo sobre e já fiquei mais empolgada depois de ver a sua opinião!
    Já está na lista e espero conseguir ler logo!

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    1. Oi Mara,
      Quando li a sinopse, achei que fosse só uma fantasia J.A, mas confesso que me surpreendi bastante com o enredo. Que bom que te dei uma dica positiva, depois que ler me conta o que achou.

      Beijokas

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  3. Oi Kelly.

    Eu já conhecia a capa deste livro, mas não tinha lido uma opinião sobre ele e gostei de você mencionar que é uma leitura enriquecedora, com debates inteligentes. Isso chamou atenção para conhecer essa narrativa leve. Com certeza está entrando na minha lista de desejados. Obrigado pela dica.

    Bjos
    https://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com/

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    1. Oi Kênia,
      Que bom que entrou pra listinha. O livro é uma obra cheia de lição, não só para nós, mas com certeza um livro que deveria ser didático nas escolas, aprender sobre governo e certo e errado nos livraria de muitas escolhas ruins no futuro. O povo precisa ter conhecimento, e a Luly faz isso com maestria na obra.

      Beijokas

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