Resenha | O Rei das Cinzas #01 - Raymond E. Feist

O Rei das Cinzas - Livro 01 || Firemane #01 || Fantasia || Raymond E. Feist || 512 || 2018 || HarperCollins Brasil 

Sinopse:
O mundo de Garn já foi composto de cinco grandes reinos, até que o rei da Itrácia foi derrotado e todos os membros de sua família foram executados por Lodavico, o implacável rei de Sandura, um homem com ambições de dominar o mundo. A família real de Itrácia eram os lendários Jubardentes, e representavam um grande perigo para os outros reis. Agora restam quatro grandes reinos, que estão à beira de uma guerra.
Mas há rumores de que o filho recém-nascido do último rei de Itrácia sobreviveu, levado durante a batalha e acolhido pelo Quelli Nacosti, uma sociedade secreta cujos membros são treinados para infiltrar e espionar os ricos e poderosos de Garn. Com medo de isso ser verdade, e a criança crescer com um coração cheio de desejo de vingança, os quatro reis oferecem uma enorme recompensa pela cabeça da criança.

Na pequena vila de Oncon, Declan é um aprendiz de ferreiro, aprendendo os segredos da produção do fabuloso aço do rei. Oncon está situada na Covenant, uma região neutra entre dois reinos. Desde que a área de Covenant foi declarada, a região existiu em paz, até a violência explodir com traficantes de escravos indo até a vila capturar jovens homens para serem soldados em Sandura. Declan precisa escapar, para levar seu conhecimento precioso para o barão Daylon Dumarch, comandante de Marquensas, talvez o único homem que pode derrotar Lodavico de Sandura, que agora se aliou à fanática Igreja do Deus Único e está marchando pelo continente, impondo sua forma extrema de religião sobre a população e queimando descrentes pelo caminho.
Enquanto isso, na ilha de Coaltachin, o domínio secreto da Quelli Nacosti, três amigos estão sendo instruídos nas artes mortais de espionagem e assassinato: Donte, filho de um dos mais poderosos mestres da ordem; Hava, uma menina séria com habilidades de luta que poderiam derrubar qualquer oponente; e Hatu, um rapaz estranho e conflituoso no qual fúria e calma lutam constantemente, e cujo cabelo é de um tom brilhante e ardente de vermelho




Em o Rei das Cinzas seremos introduzidos em um mundo medieval e fantástico, O mundo de Garn era subdivido em 5 reinos, até que uma aliança nasceu e Atria foi derrubada, mas antes que todos os descendentes Jubardentes fossem assassinados, o príncipe recém nascido foi salvo e entregue para ser criado longe dos inimigos de seus pais.

16 anos se passaram e agora conheceremos Hatu, um jovem esperto e sagaz criado e treinado para ser um bandido habilidoso, mas apesar de todo seu treinamento Hatu sabe que não faz parte dos Membros do Reino da Noite, por algum motivo que ele ainda desconhece sua estadia ali é provisória, e quando enfim a hora da partida chega, segredos são revelados e perigos rondam o jovem.

Aqueles que sabem, não falam, e aqueles que falam, não sabem

Do outro lado temos Declan, um jovem órfão que foi criado e treinado por um mestre ferreiro, e apesar de não saber de seu passado Declan se orgulha do seu presente, mas quando sua aldeia é atacada por saqueadores que roubam jovens para escravizar, ele se vê fugindo para se proteger, agora longe de seu mestre, precisa amadurecer e criar sua própria família.

Apesar de possuírem duas histórias distintas, a vida dos rapazes se cruza quando os dois seguem para o mesmo caminho, as terras do barão Dylan Dumarch, e agora com seus segredos revelados, o que o futuro reserva para um bastardo e um príncipe perdido?

A história começa com guerra, e quando o menino Jubardende é entregue a Dylan e mandado para o Reino da Noite esperei uma reviravolta gigantesca, mas pra mim ela não aconteceu.

O autor gastou 500 páginas pra contar uma história que ao meu ver poderia ter sido resumida em 200, os personagens são inseridos sem explicação, e apesar de saber quem era o Hatu, fiquei quase o livro inteiro sem entender qual a importância de Declan. Não consegui me apegar aos personagens, e só não abandonei a história porque fiquei esperando que em algum momento a ação chegasse, que a tomada do trono tornasse a leitura eufórica.

Muita descrição e pouca ação, quando a magia enfim aparece não surpreende, apenas acrescenta uma característica ao personagem.

Li varias resenhas positivas sobre a obra, e por gostar de fantasia me aventurei na leitura, mas pra mim realmente não funcionou. A escrita do autor é fluida, porém o excesso de descrição e a longa viagem até as vias de fato me cansaram mais do que gostaria de admitir.

O livro é o primeiro de uma série que contará a história dos Juvardentes. Reymond E Fest é um autor reconhecido internacionalmente com uma série com mais de 30 livros lançados, aqui no Brasil alguns foram lançados anteriormente pela editora arqueiro como A Saga do Mago e a Saga do Império. 

A série ainda está sendo escrita lá fora, por isso não tenho mais informações de capa e lançamento.

Se você curte leitura medieval ou já conhece a escrita do autor essa pode ser sua próxima leitura, se aventure e depois me conte o que achou.


7 comentários:

  1. Pelo o que você descreveu Kelly, a magia encarada como natural parece se tratar de realismo mágico, e por isso a magia nesse tipo de livro não é espetacular e sim um fenômeno entendido com certa naturalidade. Vou anotar a dica e assim que conferir, eu digo o que achei!

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    1. Oi Mi,
      Sim, quer dizer rs confesso que fiquei na dúvida, porque ate os poderes dele serem despertados, nada foi citado na história, aí aparecem personagens que entendem disso e tratam como muito importante.
      Por favor, preciso conversar com alguém, depois me diz o que achou!!

      Beijokas

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  2. Olá
    Não sou fã de fantasia leio poucas mais estou bastante curiosa com essa fantasia e saber mais dos garotos espero gostar do livro dica anotada

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    1. Oi Lara,
      Sou suspeita já que amo uma boa fantasia, espero que goste da leitura e que esse te traga para o lado negro da força kkk.

      Beijokas

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  3. Kelly eu não conhecia esse livro mas confesso que achei o enredo interessante. Uma pena o autor ter exagerado nas descrições, e isso ter te incomodado um pouco, mas que bom que não desistiu da leitura. Não é muito meu estilo de leitura, mas agradeço pela dica. Beijos

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    1. Oi Aline,
      Faz tempo que não desisto de leituras hahaha, no máximo deixo elas de lado por um tempo. Com relação aos detalhes é uma característica minha mesmo, mas conheço vários leitores que ama.

      beijokas

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  4. Apesar de acha essa premissa dificil para ler eu gosto muito dessa pegada medieval em fantasias. Fiquei curiosa para saber o destino do bastardo e o príncipe perdido, mas desanimei total em querer mudar isso quando vi que o livro peca pelo excesso de descrição, isso sempre torna a leitura enfadonha. Dessa vez passo a dica.

    Bom final de ano.

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