[Resenha] O Livro do Juízo Final #01 - Connie Willis


O Livro do Juízo Final - Livro 01 || Série: Oxford Time Travel #01 || Fantasia , Ficção Cientifica , Csi-fi || Connie Willis || Suma das Letras Brasil || 576 || 2017 

Sinopse: 
Para Kivrin, que se prepara para um estudo de campo em uma das eras mais mortais da história humana, viajar no tempo é tão simples quanto tomar uma vacina desde que seja uma vacina contra as doenças encontradas na Idade Média. Já para seus professores, isso significa cálculos complexos e um monitoramento constante para garantir o reencontro. No entanto, uma crise de proporções inimagináveis pode colocar o futuro de Kivrin, e de todo o Reino Unido, em perigo. Seu professor mais próximo, o sr. Dunworthy, fará de tudo para resgatá-la. Mas até que ponto é possível desafiar a morte.De 1300 a 2050, Connie Willis faz um trabalho magnífico na construção de personagens complexos, densos e pelos quais é impossível não sentir empatia. O livro do juízo final é ao mesmo tempo uma incrível reconstrução histórica e uma aula sobre o poder da amizade.

E
 lá vou eu me aventurar em mais um sci-fi, para quem não sabe livros desse gênero remetem a histórias com viagem no tempo ou entre dimensões, e O livro do juízo final retrata exatamente isso.


O som era amedrontador, mas o silêncio é pior. É como o fim do mundo.


Kivrin Engle é uma estudante dedicada do século XXI, ela está se preparando arduamente para viajar no tempo, voltar para a Idade média, uma das épocas mais perigosas do mundo e fazer um estudo de campo sobre sua história e seus costumes. Esse sempre foi um dos seus maiores sonhos e ela se dedicou muito para isso, mesmo que seu tutor não concorde com sua viagem e tenha certeza de que ela esta indo para umas das épocas mais perigosas da história da humanidade.

Depois de meses de preparação ela está finalmente preparada para o grande salto que promete alavancar sua carreira. Mas após sua viagem algo muito grave acontece, Badri o técnico responsável por trazê-la de volta, está internado com uma grave doença, e agora sua volta pode não acontecer.

Quando Krivin chega ao séc XVI, logo percebe que algo está errado, apesar de todas as vacinas e cuidados ela está doente, e logo perde a consciência. Quando acorda se encontra em um vilarejo incapaz de se comunicar, já que seu tradutor parece estar com defeito, agora ela precisa se recuperar e aprender a se comunicar para conseguir retornar ao lugar do salto, contando claro que até lá, o técnico responsável já tenha se curado e possa trazê-la de volta.

Enquanto isso, no séc XXI, Oxford se encontra em quarentena com uma epidemia que vem derrubando todos os moradores e matando alguns, enquanto Krivin tenta se achar e conseguir voltar para o lugar do salto a tempo de retornar, seus professores lutam para vencer a epidemia e curar Badri para que tudo possa dar certo.

A narrativa do livro é em primeira pessoa, dividido entre Kivrin no século XVI, kivrin narrando os acontecimentos para o Livro do juízo final, livro onde dela relata seus estudos para a faculdade, e no presente, onde o Prof Dunworthy e a Dra Mary tentam controlar a epidemia e descobrir qual o vírus que aflige Badri.

Confesso que até a página 130 eu queria de todo meu coração arremessar esse livro na parede, Kivrin estava perdida e Badri não falava coisa com coisa, me senti num labirinto sem fim onde a maioria dos termos me eram desconhecidos me causando uma confusão e um cansaço extremo com relação a leitura, e confesso que abandonei ele por um tempo, mas então retornei e me pareceu que as coisas estavam se encaixando.

Krivin foi acolhida por uma família, e apesar de não conseguir se comunicar aos poucos ela vai se adaptando, até que melhora e seu tradutor volta a funcionar, agora ela pode se comunicar com as pessoas, mas descobrir o local do salto há tempo de retornar vai lhe custar muito esforço, e no meio dessa confusão ela acaba descobrindo que ela esta sim no lugar certo, mas na época errada.

As partes narradas pela protagonista começam a ficar interessantes, a família que a acolheu aos poucos vai tomando lugar não só no coração de Kivrin como no do leitor também, mas quando uma doença toma conta do vilarejo o desespero se instala, em nós e nela.

Enquanto Dunworthy tenta resolver os problemas, e principalmente tenta entender o que Badri quer dizer as coisas vão ficando cada vez mais confusas, o vírus esta se alastrando e cada vez mais pessoas estão doentes ao redor dele, nada é descoberto e ele gira numa espiral sem fim, o que me fez ter uma vontade imensa de pular os trechos dele, e se não o fiz, foi graças a Collin, o sobrinho da Dra. Mary que rouba a cena e faz com que o leitor se mantenha conectado a história.

O livro possui um contexto histórico gigantesco, muitos fatos da época da idade média e da Peste Negra são narradas com uma riqueza de detalhes impressionante, que faz com que o leitor se sinta arrematado para a época em questão. O trabalho de pesquisa da autora é notável e admirável, um trabalho que promete impressionar e cativar os apreciadores dos bons e velhos acontecimentos reais.

Apesar da leitura ter sido arrastada, e de muita coisa ter ficado sem uma explicação mais clara, os temas por trás da aventura de Kivrin conquistam o leitor. A autora não só nos cativa com as narrativas históricas, mas nos insere em um debate religioso profundo, na hora de maior desgraça o que fazer? Recorrer a Deus ou duvidar de sua existência e benevolência? E qual o poder da amizade, independente da idade, da classe ou até mesmo da época.

Kivrin se apega aos moradores daquela vila humilde e decadente, e quanto mais tempo ela passa com eles, mais ela teme pela segurança de todos, e sente horrível por saber como ajudar, mas não poder.


(...)às vezes a gente faz tudo por uma pessoa, mas isso não basta para salvar a vida dela.


A edição da Suma esta linda demais, e confesso que esse foi um dos motivos da minha leitura, mas confesso que me surpreendi quando recebi o livro e percebi que mesmo sendo um calhamaço e de capa dura, nada disso atrapalha a leitura, ao contrário da maioria dos livros de capa dura, essa edição possui uma envergadura perfeita que permite que o livro seja totalmente aberto sem estragar ou machucar o leitor. Uma diagramação e revisão impecáveis fazem parte do pacote.

Que você gosta de livros com contextos históricos, e que ensinam uma bela lição sobre amor e amizade, leiam o livro do juízo final.




Relógio de Fogo - Tradução Livre Livro 0,5



O Fire Watch coleta 12 histórias de um dos autores mais consagrados da ficção científica. Embora as histórias não sejam relacionadas, elas estão ligadas pelo tema mortalidade que pesa muito nos contos, mostrando o poderoso sentimento de fragilidade da humanidade. Duas das melhores peças são "A Letter from the Clearys" e "The Sidon in the Mirror", ambas as quais mostram as pessoas que reagem à morte em modos caracteristicamente estranhos (e desapontadamente humanos). Os fãs dos livros de viagem do tempo de Willis, The Doomsday Book e To Say Nothing of the Dog, ficarão encantado ao descobrir que a história do título, relata sobre o infeliz estudante da história de Oxford enviado de volta à Grã-Bretanha da Segunda Guerra Mundial para aprender uma dura lição.



Para dizer nada do cachorro - Tradução Livre Livro 02


De Connie Willis, vencedora de vários prêmios Hugo e Nebula, vem um rompimento cômico através de um mundo imprevisível de mistério, amor e tempo de viagem ...

Ned Henry está necessitando de um descanso. Ele esteve viajando entre o século 21 e a década de 1940 procurando por uma atrocidade vitoriana chamada o coto de pássaro do bispo. Faz parte de um projeto para restaurar a famosa Catedral de Coventry, destruída em uma incursão aérea nazista mais de cem anos antes.

Mas, então, o Verity Kindle, um colega de trabalho, inadvertidamente traz algo do passado. Agora, Ned deve saltar para a era vitoriana para ajudar a Verity a corrigir as coisas - não só para salvar o projeto, mas para evitar alterar a própria história.


2 comentários:

  1. Oi.
    Tudo bom?
    Eu não sou muito da de sci fi mas as vezes leio algo, mas infelizmente perdi o interesse apos você dizer que ate determinada página queria jogar o livro na parede.
    Bjs

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    Respostas
    1. Oi Dryh!
      Hahahhahahaha queria menina! A trama estava andando em círculos e isso estava me deixando doida, mas quis jogar After também e nem por isso deixei de amá-lo kkkkk depois fica muito bom, então acho que vale o risco

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